ars est celare artem


Pour Adele, 2008.
É o suficiente
Ou deveria ser, dentro de meus pequenos tornados
Tuas palavras sem voz
Tua busca de caminho entre os nós
E meu reflexo
Da carne enfraquecida e trêmula no vidro dos teus olhos
Invisíveis
Cuja dourada cor já esqueci
Contigo, faço amor com palavras
Invado-te com pequenas frases desconstruídas
Minha letras tocam teu rosto e eu posso sentir
Sobre a pele dos meus dedos
A firmeza do teu rosto de poetisa
E ainda, minha grafia em vendaval
Quem dera pudesse atingir teus pulmões!
Vais viajando entre o celestial e o demoníaco
E eu atada a uma cadeira
Vais, tu e tua boca dionisíaca
Tuas lágrimas de sangue
Tuas rosas encarnadas
Eu e minha camiseta de malha
Jogo em ti minhas palavras
Atravesso-te, penetro-te com elas
Espero teu orgasmo, sozinha na penumbra do quarto
Mas só ouço teus gemidos, teus delicados grunhidos
E nunca consigo terminar
O que é, com tal praticidade, suficiente para começar

Perde-se antes do verso final.
Imagem: http://agnes-cecile.deviantart.com/art/Arianna-420379273
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