dois amores não inventam espaços logo a gente nunca espera sangrar

Oh, meu amor
Eu acho que te criei dentro da minha cabeça
Como na canção da jovem louca
Eu e você não somos qualquer coisa que se baste
Somos como um ângulo de 180 graus
Abertos
Expostos
Inexistentes
(acho que eu te criei na minha mente)
O comprimido não desce pela
Garganta, parou ali
Me droguei pra ver fantasmas
Pra ouvir tua voz num sono insone
Pra me derrubar dentro do desconhecido
Te fiz proibido
Assim eu não tenho que explicar o porquê de você
(Até eu cair
Vou estar aqui)
Parece que agora o comprimido já desceu
Senti o sangue quente nas veias do meu braço
Eu observo as lindas veias do meu pulso
Doida pra saber o que tem dentro delas
(e você não vai ver, meu amor)
Elas são gordas
E verdes
Eu as amo
Não mais que amo você
Meu amor, você muda de rosto
Mas eu não desvio meu posto
Estou aqui, sempre aqui
Mesmo que caiam as águas da
Loucura
Mesmo que meus pulsos me vençam
(eles não vão vencer)
Teus olhos
Teu rosto
Tua saliva
Tua descrença
E
Teu desamor
Tudo me tem
E eu sou escrava de todos eles
Perto deles, os sonhos
Meus sonhos
Se desfazem
Perto deles
Eu não durmo
(meus olhos estão pesados)
É a droga
O veneno
Boa noite
Minhas veias continuam
Intactas
Boa noite

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